<T->
          LNGUA PORTUGUESA
          BEM-TE-LI -- 3 srie
          Ensino Fundamental
          
          Angiolina Bragana
          Isabella Carpaneda

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2007 --

<P>
          (C) Copyright Angiolina 
          Domanico Bragana, Isabella 
          Pessoa de Melo Carpaneda, 2005

          ISBN 85-322-5509-4

          Editora: Maria Ceclia Mendes de Almeida
          Editora assistente: Helena de Brito
          Coordenao: Snia Oddi

          Todos os direitos de edio 
          reservados  EDITORA FTD S.A.

          Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) So Paulo -- SP
          CEP 01326-010 
          Tel. (11) 3253-5011
          Fax (11) 3284-8500 r. 243
          Internet: ~,http:www.ftd.com.br~,
          ~,E-mail: portugues@ftd.com.br~,

<P>
                                I
 Sumrio

<R+>
<F->
Terceira Parte

Unidade 10

Leitura 1: Uma aventura 
  dentro da noite ::::::::::: 246
Produo ::::::::::::::::::: 262
Gramtica: Verbo -- 
  Tempo futuro ::::::::::::: 268
Ortografia: Palavras 
  com *j* ou *g* :::::::::::: 271	
Leitura 2: Maneiras de 
  medir o tempo ::::::::::::: 273	
Chegando aos relgios :::::: 275

Unidade 11

Leitura 1: O rei 
  da praa :::::::::::::::::: 279
Leitura 2: Reportagem :::: 293	
Produo ::::::::::::::::::: 297
Gramtica: Tempo passado 
  e tempo futuro :::::::::::: 301	
Ortografia: Palavras 
  com *j* ou *g* :::::::::::: 303	

Unidade 12

Leitura 1: No conta pra 
  ningum ::::::::::::::::::: 307
Produo ::::::::::::::::::: 319	
Gramtica: Adjetivo 
  no grau superlativo ::::::: 323	
Leitura 2: Segredo ::::::: 330
Ortografia: Palavras 
  terminadas por *am* 
  ou *o* ::::::::::::::::::: 331	
Leitura 3: Propaganda :::: 334	
<F+>
<R->

<163>
<Tbem-te-li 3 srie>
<T+245>
Unidade 10

Antes da leitura

  O texto que voc vai ler foi retirado deste livro.

<R+>
_`[{capa do livro *Uma aventura dentro da noite* de Estella Carr -- Ilustraes de 
  Alexandre Rampazo -- Coleo Idade da aventura_`]
<R->

  Responda oralmente.
<R+>
 a) O que  uma aventura?
 b) Voc j participou de uma aventura? Como foi?
 c) Como voc imagina uma aventura dentro da noite?
<R->

Stella Carr

<164>
<p>
Leitura 1

Uma aventura dentro da noite

  Toda manh, um berro agudo e irritante acordava Pedro, Celso e Tilico. Essa voz esganiada que os perseguia deixava-os bastante irritados. Mas, uma noite, os meninos tiveram uma idia:
  -- E se a gente raptasse o Berro? -- props Tilico, usando o apelido que a me achava uma absoluta falta de respeito. "*No se tem mais considerao pelas pessoas idosas, pelas coisas antigas*..."
  Os trs riram baixinho, achando muito divertido.
  -- Pra esconder onde? -- Pedro perguntou, brincando com a idia. Se fizessem isso, ser que algum ia desconfiar deles? Podia ter at bilhete de resgate... No, era uma m idia. Bilhete de resgate era pista. Muito perigoso.
  -- Melhor pensarem que ele simplesmente desapareceu, se foi... Do tipo que aparece nos jornais: "*Pessoa desaparecida*. *Quem souber notcias*..." -- Celso deu a dica. [...]
  Os trs riram de doer a barriga, isso tudo era mesmo muito engraado, a idia de se livrar pra sempre do Berro...
  -- A gente podia raptar ele sem bilhete, quer dizer: pra valer. E esconder no meio do mato, l bem dentro do terreno vazio, atrs do muro da esquina -- insistiu Tilico falando srio e os irmos pararam de rir. 
  [...]
  Naquela noite, finalmente, os trs se decidiram.
<165>  
  -- Vamos raptar o Berro. O plano ...
  Com um monte de travesseiros embolados debaixo das cobertas, fingindo de gente, os trs acharam que ningum ia perceber se abrissem a porta. S com a luz da lanterna de pilha, Celso levantou o vidro da janela e ficou segurando, enquanto Tilico pulava.
  Ento Pedro, o mais forte dos trs, levantou o *volume* embrulhado num cobertor, e passou pelo parapeito...
  -- Depressa, gente!
  ... todos pularam e Celso fechou a janela, deixando s encostada. Pra quando eles voltassem.
  [...]
  Por uma brecha na parede, eles entraram no terreno vazio e foram afundando pelo mato.
  -- Esto vendo alguma coisa suspeita por a? -- perguntou Celso, ansioso.
  -- Nada -- respondeu Pedro. -- Tudo calmo.
  [...] 
  -- Est muito quieto. O que voc fez com ele, hein, Pedro?
  -- Nada, juro! Eu s cheguei por trs e joguei a manta por cima. Depois, agarrei ele firme e corri pra janela. Eu apertei bem, pra se de repente ele comeasse a gritar e estrebuchar... eu enrolei bem ele.
  -- Ele est mesmo muito quieto [...] -- Ser que ns sufocamos ele?
<166>
  -- Acho que no. Ele deve estar s descansando -- falou Tilico. Bem no meio do terreno, os garotos pararam e deitaram o embrulho do cobertor no cho, entre os trs.
  -- O que a gente faz com *ele* agora? -- perguntou Celso.
  Celso, Pedro e Tilico se aproximaram ainda mais e se juntaram numa rodinha apertada, pra combinar o que iam fazer, que nem jogador antes de comear o jogo.
  [...]
  Celso, Pedro e Tilico levantaram o cobertor devagarinho e olharam para o raptado, ali no meio deles, imvel e mudssimo.
  Pedro ajoelhou-se e encostou o ouvido:
  -- Gente, eu acho que ns *despachamos ele*!
  -- E agora? -- perguntou Celso, assustado. -- Ele est...
  -- Acho que ele est acabado -- respondeu Pedro, baixinho.
  O silncio ficou mais fundo, quando os meninos mediram as conseqncias da travessura. Tinha sido um *acidente*, eles no tinham a inteno... Era s por uns tempos, eles no pretendiam maltratar o Berro.
  [...]
  -- O que a gente faz quando *d cabo* de algum? -- Tilico perguntou.
  -- A gente enterra, ora.
  Celso saiu correndo, na direo do quintal da casa. Voltou com um caixote de madeira, martelo e pregos e entregou pros irmos.
  Pedro abriu a tampa do caixote e falou:
  -- Bota ele aqui dentro, Tilico.
  Sentado no cobertor aberto, ainda examinando a vtima, Tilico respondeu:
  -- No cabe, Pedro. Esse caixote  muito pequeno! Como  que a gente faz? Olha, s a cabea dele tem um palmo. Fora os ps que so compridos e no entram, olha a!
  Pedro olhou pras perninhas finas e abertas do Berro e falou:
  -- Vamos *dividir* ele em pedaos que cabe. 
  Os meninos no tiveram tempo pra pensar. Na falta de um serrote, o canivete suo mesmo serviu, mas demorou um tempo, claro. A lmina era pequena demais.
  Celso recolheu os *restos* do ex-Berro e acomodou no caixote.
  Tilico desceu a tampa depressa, evitando olhar os pedaos empilhados.
<167>
  -- Agora enfia os pregos, enquanto Celso bate com o martelo -- Pedro ia instruindo. -- Isso! Agora, o buraco.
  Cada um cavou um pouco, com uma tampa de lixo que algum tinha abandonado por ali. 
  -- J est bom -- falou Tilico, esbaforido. 
  Celso, vermelho e suado, perguntou:
  -- Ns demos cabo dele mesmo?
  -- Voc ainda tem dvida? -- estranhou Pedro.
  -- Se no estava antes, agora cada pedacinho esquartejado est mortinho da silva -- atestou Tilico.
  Desceram o caixote e tamparam o buraco, jogando toda a terra por cima dele de novo.
  [...]
  Na volta pra casa, eram apenas trs sombras acompanhando os meninos pelo muro, e no mais quatro.
  A manh chegou friinha, e os trs enrolados na quentura boa da cama, sem ningum pra atrapalhar.
  [...]
  O pai acabou de ler o jornal inteiro, e nada dos meninos descerem.
  -- O que est acontecendo hoje por aqui? -- o pai perguntou pra me. -- Est com jeito de feriado...
  [...]
<168>
  O pai dobrou o jornal com um risinho disfarado na cara e avisou:
  -- Acho que os meninos perderam a hora hoje.
  -- No  possvel, no acredito! -- reclamou a me afobada, subindo a escada e entrando no quarto ainda escuro.
  Andou de cama em cama, sacudindo as cobertas, e chamando:
  -- Pedro, Celso, Tilico! Isso so horas? Vocs perderam a aula hoje!
  Pedro boceja, Celso senta na cama piscando forte, Tilico cobre a cabea e finge que est roncando.
  A me abre a janela e encara os trs malandros:
  -- Como foi que vocs perderam a hora, meninos? Por que no levantaram quando ele...
  Silncio.
  A me olha em volta do quarto, por cima dos mveis. Fica confusa, no entende. Torna a olhar para os meninos.
  [...]
  Diante das trs esttuas mudas, ali sentadas, a ltima pergunta j sai num berro: 
  -- Onde est o despertador?

<R+>
Stella Carr. Fragmentos do livro *Uma aventura dentro da noite*, reeditado pela autora especialmente para este livro, sob autorizao da Editora Abril Jovem, So Paulo, 1995.
<R->

Stella carr

  Stella Carr nasceu no Rio de Janeiro, em plena tera-feira de Carnaval. Ela atribui a isso o fato de sua vida ser plena de movimento e alegria. Aos 4 anos mudou-se para So Paulo, onde mora.
  Na dcada de 60, comps mais de vinte msicas, mas no era bem isso o que ela queria fazer. Em 1975, resolveu escrever livros de suspense, histrias policiais baseadas em coisas nossas. Tudo bem brasileiro.
  Entre suas obras, destacam-se: *O incrvel roubo da loteca*; *O fantstico homem do metr*; *O esqueleto atrs da porta*; *Pedrinho Esqueleto*; *Afuganchos*; *Trs voltas pra esquerda*; *A letreria do dr. Alfa Beto*.

<169>
Explorao escrita

 1. Responda.
<R+>
 a) Por que voc acha que os meninos colocaram no relgio o apelido de Berro? 
 b) O leitor sabe, desde o incio, que o Berro  um relgio? Isso aumenta ou diminui a curiosidade? Justifique a sua resposta.

2. Escreva quem a autora queria que os leitores pensassem que era Berro.
  E que recursos utilizou para isso? D alguns exemplos.

3. Leia as frases abaixo, copie-as e responda.
 a) " -- Vamos raptar o Berro. O plano ..."
  Nesse caso, para que foram usadas as reticncias?
 b) " -- O que a gente faz com *ele* agora? -- perguntou Celso."
  Qual  a funo do segundo travesso?

4. Agora que voc conhece a histria, conte com suas palavras qual era o plano.

5. Responda.
 a) Que mudana sofreu o plano original? Por qu? 
 b) O que voc achou da ao dos meninos? Justifique a sua resposta.
 c) Que outra soluo voc daria para resolver o caso do Berro?

<170>
<p>
6.Imagine como era Berro antes de ser cortado em pedaos. Depois, exponha seu trabalho no mural da classe.
<R->

A palavra e o contexto

1.Leia a frase abaixo e copie-a.

  "Podia ter at bilhete de 
 *resgate*..."

  Agora, copie a frase em que a palavra *resgate* foi usada no mesmo sentido do texto.
<R+>
 a) A famlia pagou o resgate ao seqestrador.
 b) O resgate das vtimas do acidente foi concludo com sucesso.
 
2. Observe como o verbete *despachar* aparece no *Dicionrio Jnior da Lngua Portuguesa*, de Geraldo Mattos.

*Despachar* v. 1. Passar adiante uma tarefa, servio ou misso -- *O diretor da escola despachou para o professor o pedido de reviso da prova de um aluno*. 2. Levar correspondncia ao correio: enviar, expedir, mandar, remeter -- *Despachei uma carta para Braslia*. 3. Mandar algum embora: dispensar -- *Eu estava com pressa e procurei despachar logo o visitante*.
<R->

  Escreva com que significado a palavra *despachar* foi usada no texto.
  
<R+>
3. No trecho do livro *Uma aventura dentro da noite*, o dilogo entre os meninos se d numa linguagem informal, adequada ao texto. Copie das frases abaixo as palavras que so exemplos dessa linguagem informal.
 a) "-- Pra esconder onde?"
 b) "Entregou o caixote pros irmos." 
 c) "Pedro olhou pras perninhas finas do Berro." 
<L>
<171>
 4. A autora do texto usou tambm expresses populares e algumas delas para manter a idia de que o seqestrado era uma pessoa.
  Leia as frases, copie as expresses sublinhadas e escreva o que elas significam.
 a) "-- O que a gente faz quando *d cabo* de algum?"
 b) Agora ele est *mortinho da silva*.                                                                                                                 
<R-> 

  Copie e escreva o significado das expresses abaixo.
<R+>
a) apertar o passo	
 b) cantar de galo
 c) guardar a sete chaves	
 d) pagar com a mesma moeda  
 e) por um triz	
 f) sangria desatada
<R->

Vamos recordar

1. Leia.

<R+>
Linguagem informal	
 "-- *A gente* podia raptar *ele* sem bilhete."
 Linguagem formal  
 *Ns* podamos rapt-*lo*.
<R->

  Agora, copie a frase abaixo e reescreva-a, conforme o exemplo acima.

  "-- Vamos dividir ele em 
 pedaos."
 
2. Leia mais este exemplo.

Linguagem informal
 "Eu enrolei bem *ele*."
 Linguagem formal	
 Eu *o* enrolei bem.

<172> 
  Copie as frases abaixo. Use o que voc aprendeu para reescrev-las.
<R+>
 a) "-- Gente, eu acho que ns *despachamos ele*."
 b) "-- Ser que ns sufocamos ele?"
<p> 
3. Copie as frases substituindo a expresso *a gente* pelo pronome *ns*, fazendo as alteraes necessrias.
 a) "-- E se a gente raptasse o Berro?" 
 b) "-- A gente enterra, ora."
 c) "-- O que a gente faz com *ele* agora?"
 
4. Copie as frases.

A "-- No, era uma m idia."	
 B No era uma m idia.

  Agora, responda.
 a) As frases querem dizer a mesma coisa?
 b) O que quer dizer a frase *A*?
 c) E a frase *B*? 
 d) O que mudou o sentido das frases?
<R->
<p>
*Dicas de leitura*

<R+>
 *Uma turma do barulho*
 Giselda Laporta Nicolelis -- Editora Abril Jovem
  *A casa dos relgios*
 Flvio Carneiro -- Editora FTD
  *Perdidos no trem fantasma*
 Lus Roberto Guedes -- Editora Abril Jovem
<R->

<173>
Produo

<R+>
1. Voc e seus colegas vo ler um trecho do texto "Sombras assustadoras", de Edson Gabriel Garcia. A leitura ser interrompida no momento em que uma das personagens vai explicar seu plano para testar a coragem de um de seus amigos.
<R->

Sombras assustadoras

  A coisa aconteceu mais ou menos assim: era aniversrio do Marquinho da minha classe e l fomos todos ns, um bando de meninos e meninas na sua festa. Comemos, bebemos, pulamos, gritamos, falamos, cantamos... at no poder mais. L pelas tantas, todo mundo cansado de comer, beber, correr, gritar, pular e cantar, fomos sossegando e sentando num sof marrom, num dos cantos da sala. Marquinho, eu, Rita, Felipe, Marisinha, Tiago e Kiko. Era hora do bate-papo mais prximo, do assunto mais ntimo. Conversamos durante uma boa meia hora. Os assuntos vinham e iam com incrvel facilidade e velocidade. 
  Falvamos de jogos, de televiso, de escola, dos irmos, dos inimigos. A certa altura da conversa, quando a sala estava quase vazia e s ns conversvamos ali no canto, o assunto que veio foi o medo. No o medo da professora e da bronca da me, nem o medo de apanhar do vizinho maior ou medo de levar bomba na escola. O medo de que comeamos a falar era o medo de almas do outro mundo, de cemitrios, de defuntos, de mortos-vivos... De todos ns, Marquinho era o mais quieto e o que menos falava.
<174>
  -- P, Marquinho, voc est com tanto medo que nem abre a boca?!
  Ele mal abriu a boca para explicar:
  --  medo, mesmo.
  Felipe entrou na conversa.
  -- Medo de qu, cara? Medo  coisa de mulher!
  As meninas, discordando da afirmao, mas tambm com medo, no abriram a boca, enquanto ele conti-nuava a provocao:
  -- Medo  coisa de maricas, Marquinho.
  Marquinho tentou explicar-se:
  -- Eu tenho medo mesmo. E no tenho vergonha de dizer. Se voc quiser achar que  s mulher que tem medo, problema seu!
  -- Chiii!!! Cada homem medroso... parece mulherzinha.
  Eu tambm entrei na conversa.
  -- Quer dizer que voc no tem medo, Felipe?
  Ele olhou para mim, com uma cara que eu no entendi se era de gozao ou de medo disfarado, e respondeu:
  -- No tenho, no. Medo passa longe de mim.
  O diz-que-diz rolou mais um pouco, com Felipe, provocador, dizendo no ter medo de nada e o resto de ns no acreditando na sua exibio. Foi o prprio aniversariante quem deu a dica para passarmos a limpo nossa discusso.
  -- Voc pode provar para ns que no tem medo?
  -- Posso.
  -- Agora?
  -- Qualquer hora.
  -- Ento vou te fazer uma proposta. Se voc provar que no tem medo, eu vou na escola vestido de mulherzinha...
  -- E se eu no provar?
  -- Voc vai na escola, durante a semana inteira, com uma placa de cartolina, na qual escreveremos "eu sou medroso". Voc topa?
<175>
  Esfregando as mos, aparentando satisfao imensa, Felipe respondeu imediatamente:
  -- Est topado. Topadssimo! Pode fazer a proposta. 
  Marquinho pensou por alguns segundos, enquanto todos ns fizemos um silncio esperanoso.
  -- Voc dever [...].

<R+>
Edson Gabriel Garcia. *Meninos & Meninas* -- *Emoes, sentimentos e descobertas*. So Paulo, Loyola, 1992.
<R->

<R+>
2. Agora, junte-se a mais quatro ou cinco colegas, imaginem e combinem qual poderia ser a proposta de Marquinho. Um dos integrantes do grupo dever registr-la. Ela ser lida para a classe, que eleger a mais criativa.
<p>
 3. Definido o plano,  hora de continuar a histria, agora individualmente. Seu texto dever comear com a proposta eleita pelo grupo e seguir com uma seqncia de fatos que encaminhe para o final desejado por voc.
 4. Rena-se novamente aos mesmos colegas que participaram da criao do plano para ler e analisar as produes feitas pelo grupo. Selecionem aquela que considerarem a melhor para ser lida para a classe. Por fim, seu professor vai expor as produes no mural da sala e ler o final da histria original.
<R->

Leitura ouvida

  Oua com ateno o final do texto "Sombras assustadoras". Depois, comente se voc gostou mais do final original ou de algum criado por um de seus colegas da classe.

<176>
Gramtica

<R+>
1. Leia o texto do jornal e comente-o com seus colegas.

Horrio de vero

_`[{foto de um homem acertando os posteiros  de um enorme relgio, no alto de um edifcio_`]
<R->

<177>

<R+>
Horrio de vero: tempo de 
  adiantar os relgios.
<R->

 Benefcio

  O principal motivo  diminuir o consumo de energia eltrica no perodo das 18 h s 20 h, horrio em que se gasta mais eletricidade no pas.
  O alto consumo ocorre porque  nesse horrio que as luzes comeam a ser acesas.
  Alm disso, as pessoas chegam em casa e usam o chuveiro eltrico, ligam a TV, etc., tudo isso ao mesmo tempo.
  No horrio de vero, as luzes passam a ser acesas um pouco mais tarde, pois a luz do Sol demora mais para desaparecer. Portanto, a diminuio ocorre basicamente porque as lmpadas so acesas mais tarde. S com isso, o pas deixa de consumir nesse horrio o equivalente  eletricidade produzida por trs usinas e meia de Angra 1.

Onde vai ter horrio de vero

  As pessoas destes Estados tm de adiantar uma hora os relgios:
<R+>
 Tocantins (Regio Norte);
 Bahia(Regio Nordeste);
 Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul (Regio Centro- Oeste);
 Minas Gerais, Espirito Santo, Rio de Janeiro, So Paulo (Regio Sudeste);
<p>
 Paran, Santa Catarina, Rio Grande do Sul (Regio Sul).
<R->
 
<R+>
*Folha de S. Paulo*, 4/10/1997.
<R->

<R+>
 2. Imagine que a reportagem foi escrita antes do incio do horrio de vero e escreva o ltimo pargrafo no tempo futuro.
 3. Um locutor anuncia:
  -- Hoje, aqui em Braslia, o cu est parcialmente nublado, com possibilidade de chuva no decorrer do perodo. A temperatura, agora,  de 18}.
<R->

  Reescreva a fala do locutor. Use verbos no futuro e escreva previses de tempo para as cidades de Curitiba e Recife.

<178>
<p>
Ortografia

<R+>
1. Leia as palavras abaixo, observando as letras que tm o mesmo som.
<R->

<R+>
canjica  jil  gelatina 
 gelia  manjerico  vagem  gemada
 gergelim  jenipapo  berinjela
<R->

  Agora, separe as palavras em dois grupos e d nome a eles.

2. Forme palavras e copie-as.
 a) + agem 
  gar.....  l cor..... l im.....
 b) + igem
  vert..... l ful..... l or.....
 c) + ugem
  ferr..... l pen..... l pel.....
	
   possvel formular uma regra? Copie a frase substituindo as lacunas de maneira a escrever essa regra.
<p>
  Geralmente, usa-se a letra ..... nas palavras terminadas em ....., ..... e .....

<179>
<R+>
 3. Escreva palavras terminadas em: 
<R->
 a) gio	
 b) gio	
 c) gio	
 d) gio	
 e) gio

  Copie a frase substituindo as lacunas de maneira a escrever uma regra.
  Use a letra ..... nas palavras terminadas em ....., ....., ....., ..... e .....

  Agora, responda.
  Voc escreveria as palavras cont...io, sacril...io e prod...io com *g* ou *j*? Por qu?
<p>
<R+>
4. Forme sete palavras com as slabas abaixo. Ateno: todas as palavras devem ter a slaba *jei*.
<R->

nho -- de -- do -- sa -- a -- tar -- re -- ta -- to -- ti 

<180>
Leitura 2

Maneirar de medir o tempo

  Antes de se inventarem os relgios, mil recursos diferentes foram usados para medir o tempo.
  Inicialmente, a medio do tempo era feita pela sombra das rvores, tanto mais curta quanto mais se aproximava o meio-dia. Desta observao rudimentar nasceu o relgio solar, simples haste cravada na terra,  qual se acrescentou um crculo dividido em vrias partes. Funda-se na posio varivel do Sol em relao  Terra em cada instante e, conseqentemente, na variao de lugar da sombra lanada sobre uma superfcie plana ou curva, por um corpo iluminado pelo Sol, indicando-se assim as diversas horas do dia.

<R+>
_`[{foto de um relgio de sol_`]
 Legenda: No centro do relgio de Sol existe uma haste cuja sombra indica o tempo segundo a posio do Sol.
<R->

  Para medir o tempo nos dias sem sol, ou durante a noite, utilizava-se a clepsidra ou relgio de gua, que os chineses empregavam h mais de trs mil anos. Seu princpio  muito simples e baseia-se na suposta regularidade da sada da gua pelo orifcio de um recipiente.

<R+>
_`[{foto de um relgio de areia_`]
 Legenda: No relgio de areia, tambm conhecido pelo nome de ampulheta, compunha-se de dois recipientes de vidro, unidos por um estrangulamento que servia de regulador, de modo que a areia passasse de um recipiente para o outro lentamente e num perodo conhecido de tempo.

*Novo Tesouro da Juventude*, vol. 13.
<R->

  No relgio de areia ou ampulheta, a passagem da areia de um lado para outro marca as horas.

<181> 
Chegando aos relgios
  
  Era difcil para pessoas se encontrarem, quando cada uma delas media o tempo de uma forma diferente. Era necessrio uma medida padro de tempo. Em 1581, Galileu, um italiano, observou o vaivm de uma lmpada. Ele notou que esse vaivm demorava sempre o mesmo tempo, no importando o tamanho da lmpada. Foi inventado, ento, o relgio de pndulo, que pode medir o tempo de forma precisa, pelo vaivm do pndulo. As pessoas, desde ento, comearam a utilizar relgios. Atualmente os relgios so ainda mais precisos, e os cientistas podem produzir relgios 
atmicos, que s perdem um segundo em 1.700.000 anos.

<R+>
Jane Elliot e Colin King. *Pesquisando. Aprendendo. 
  Informando*. So Paulo, 
  Rideel, 1990.
<R->

<182>
Expresso escrita

1. Responda.
<R+>
 a) Qual a desvantagem do relgio de sol?
 b) Quais eram os relgios que marcavam as horas tambm  noite?
 c) Voc j viu um relgio de areia? Em que situao estava sendo usado?
 d) Que relgio surgiu a partir das observaes de Galileu Galilei?
 e) Qual  o relgio mais preciso do mundo? Por qu?
 f) Por que era necessria uma medida padro de tempo?
 g) Que tipos de relgio voc conhece?
 h) Voc acha que, atualmente, poderamos viver sem relgio? Por qu?
 i) Voc acha importante ser pontual nos compromissos? Por qu?

2. Escreva a hora do dia de que voc mais gosta e explique o motivo de sua preferncia. 
<R->

Pesquise

  Em muitos relgios, as horas so marcadas com algarismos romanos. Pesquise e escreva os algarismos romanos correspondentes aos numerais: 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; 12.

               oooooooooooo

<183>
<p>
Unidade 11

Antes da leitura

  Pedrinho  a personagem principal da histria que voc vai ler. Naquela sexta-feira, ele chegou feliz da vida, porque no tinha lio de casa e teria dois dias s para brincadeiras com seus amigos no campinho prximo de casa. Mas o que Pedrinho no sabe  que vai receber uma notcia nada agradvel.

  Responda oralmente.
  Que notcia voc acha que o menino vai receber?
  Leia a histria para ver se voc ou seus colegas acertaram.

<184>
<p>
Leitura 1

Leia.

O rei da praa

  Pedrinho chegou da escola feliz da vida. No tinha nenhuma lio pra fazer naquela sexta-feira. J pensou, ter uma tarde inteira e mais dois dias de descanso e brincadeira? Era muita felicidade para um garoto s. Mas a felicidade ele repartia com os amigos da rua, enquanto jogava bola.
  No almoo, entre uma colherada e outra do prato de arroz com feijo, foi contando as novidades.
  -- Sabe, me, hoje tem reunio no campinho. Ns vamos decidir os times pro campeonato. Voc j costurou o emblema na minha camisa?
  A me, distrada, nem responde.
  -- , me! E a camisa? T pronta?
  Nisso a campainha tocou trs vezes seguidas. Era o Baratinha chamando pra brincar.
  -- Come logo uma banana e vai atender  porta, filho. Outra hora a gente conversa, t?
<185>
  Pedrinho achou esquisito esse jeito da me, de no olhar nos olhos enquanto falava com ele. Mas a campainha tocou novamente e ele ento precisou sair, todo apressado.
  A me sentiu um aperto no corao. Ele iria ficar bem triste quando soubesse. E foi logo o Baratinha quem deu a notcia.
  -- Acho que no vai ter mais campeonato nenhum, Pedro. Seu Nicolau ps o terreno  venda.
  Pedrinho no acreditou, mas era verdade. Bem em frente do campinho uma tabuleta amarela anunciava: *Vende-se*.
  Dali a pouco chegaram as outras crianas e ficaram todos ali, pensando no que fazer.
  -- J sei! -- gritou o Pedro. -- Vamos falar com seu Nicolau!
  Mas o velho no estava para conversas. Queria mesmo vender o terreno e ponto final. No que ele precisasse. Era dono de muitas casas na rua, inclusive a que Pedro morava.
  -- Mas seu Nicolau,  o nico lugar que a gente tem para brincar! Na rua a me no deixa, na escola no d tempo, em casa nem pensar... Onde , ento, que a gente vai brincar, hein?
  Seu Nicolau sacudiu os ombros e disse que no era problema dele. As crianas que procurassem outro lugar. Disse tambm que o terreno era sujo, cheio de lixo, que no podia ficar assim, sem uso para nada.
<186>
  Foi ento que uma idia passou voando pela cabea de Pedro. Ele piscou pros amigos, despediu-se do velho Nicolau e, no caminho de volta, explicou pra turma o que pretendia fazer.
  Durante o sbado, Pedrinho e seus amigos trabalharam no campinho, trazendo caixotes, carregando lixo, catando latas e papis no cho, varrendo. Quando Pedrinho voltou pra casa j era quase noite.
  No domingo, ao voltar da missa, seu Nicolau teve uma grande surpresa. O terreno  venda no parecia o mesmo! O mato fora cortado. Do lixo, nem sinal. Os caixotes estavam l, mas para servir de banco. Numa faixa improvisada lia-se: *Praa do seu nicolau*.
  E todo o pessoal que havia ajudado na arrumao aguardou em silncio, esperando a reao do velho homem. Pais, mes e crianas, num s olhar.
<R+>
  Seu Nicolau se aproximou deles, sem saber o que dizer, mas sabendo o que fazer. Caminhou lentamente at a tabuleta amarela de *Vende-se* e arrancou-a do cho, com um sorriso.
<R->
  
<R+>
Flvia Muniz. Revista *Nova Escola*, n.o 14. 
<R->

Flvia Muniz

  Nasceu em Franca, interior de So Paulo, e mudou-se para a capital, acompanhando a famlia.
  Quando criana, gostava de jogar queimada na rua, de acordar cedinho para inventar brincadeiras com a turma do bairro.
  Conta que nas frias ia para a fazenda das tias "enfiar o nariz em tudo o que no podia" e ouvir as histrias da tia Otila. "Eram momentos mgicos!"
  Adulta, resolveu passar toda essa magia, as aventuras vividas e as travessuras da infncia para seus livros, pois, segundo ela, "no h nada mais empolgante do que oferecer s crianas tantas emoes atravs das palavras".
  So algumas de suas obras: *Rita, no grita!; Mais pra l do quiprac; Uma sombra em ao; Fantasma s faz buuu*!

<187>
<p>
Explorao oral

  Conte com suas palavras a histria "O rei da praa".

Explorao escrita

<R+>
1. Responda.
 a) Na sua opinio, antes de o terreno ser posto  venda, ele estava apropriado para as crianas brincarem? Por qu?
 b) O que foi importante para a rpida limpeza do terreno?
 c) Na sua opinio, qual foi a inteno dos meninos ao colocarem a faixa com os dizeres: *Praa do seu nicolau*?
 d) Que reao voc acha que as pessoas tiveram quando seu Nicolau arrancou a tabuleta de *Vende-se*?
 e) Entre o comeo e o final da histria, quanto tempo se passou?
<R->
<p>
  Copie do texto as palavras que justificam a sua resposta.

<R+>
2. Escreva que ttulo voc 
  daria: 
 a) ao #,"o pargrafo.
 b) ao #;,o pargrafo. 

<188>
3. Copie o provrbio que melhor se aplica  histria.
  Quem ri por ltimo, ri melhor.
  A unio faz a fora.
  Devagar se vai ao longe.

4. Responda.
 Que danos um terreno cheio de 
  lixo pode causar para a vizinhana?
 5. Troque idias com seus colegas e escreva que nome se d ao trabalho que muitas pessoas realizam de graa em benefcio prprio ou de outras.
<R->
<p>
A palavra e o contexto

1. Leia e copie a frase abaixo.

  "Numa faixa *improvisada* lia-se: *Praa do seu nicolau*."

<R+>
a) Escreva o que significa a palavra destacada na frase.
 b) Na sua opinio, uma coisa planejada tem mais chance de dar certo que uma improvisada? Justifique a sua resposta.

2. Leia a frase abaixo e copie as palavras sinnimas.
<R->

  "E todo o pessoal [...] aguardou em silncio, esperando a reao do velho homem."

  Responda.
  Na sua opinio, por que a autora preferiu usar palavras sinnimas em vez de repetir uma delas?

<189>
<p>
3. Leia e responda.

  "-- Mas seu Nicolau,  o nico lugar que a gente tem para brincar! Na rua a me no deixa, na escola no d tempo, em casa nem pensar... Onde , ento, que a gente vai brincar, *hein*?"

  Que sentimento expressa a palavra destacada?

<R+>
4. Procure no dicionrio e escreva de que outra forma pode ser grafada a palavra *hein*.
 Agora, copie as frases abaixo e escreva o significado das palavras sublinhadas.
 a) --  *Hem*? O que voc disse?
 b) -- Chegou atrasado de novo, *hem*?
<R->

Vamos recordar

<R+>
1. Voc j conhece muitos casos em que a vrgula  utilizada. Discuta com seu professor e colegas e explique o emprego da vrgula nestes trechos do texto. Registre as concluses.
 a) "[...] Pedrinho e seus amigos trabalharam no campinho, trazendo caixotes, carregando lixo, catando latas e papis no cho, varrendo."
 b) "-- Come logo uma banana e vai atender  porta, filho."
<R->
 
  Agora, faa frases em que a vrgula seja empregada na: 
<R+>
 a) separao de elementos numa enumerao.
 b) separao do vocativo.

2. Reescreva a frase substituindo a expresso destacada por um pronome.
<R->

  "-- Onde , ento, que *a gente* vai brincar, hein?"

Faa frases com: 
 a) a gente	
 b) ns

<190>
<R+>
3. Voc j sabe que os dois-pontos introduzem a fala da personagem. Agora, veja os dois-pontos empregados em outra situao.
<R->

  "Bem em frente do campinho uma tabuleta amarela anunciava: *Vende-se*."
 
   Nessa frase, os dois-pontos foram usados para anunciar uma citao.
   Escreva em qual pargrafo do texto essa pontuao foi usada com a mesma finalidade.

<R+>
4. Leia a fbula abaixo. Depois, discuta com seus colegas a impresso que a leitura lhe causou.
<R->

O leo e o ratinho

  Um leo, cansado de tanto caar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma rvore a vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Da todos conseguiram fugir, menos um, que o leo prendeu debaixo da pata da tanto o ratinho pediu e implorou que o leo desistiu de esmag-lo e a deixou que fosse embora. Da, um dia o leo ficou preso na rede de uns caadores. No conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva a apareceu o ratinho, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leo.
  Moral: *Uma boa ao ganha outra*.
  
<R+>
 *Fbulas de Esopo*. Compilao: Russel Ash e Bernard Higton; traduo: Helosa John. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1994. Texto adaptado para fins didticos.

5. Agora, discuta com seu professor e colegas a melhor forma de reescrever o texto retirando as palavras *a* e *da*, ou substituindo-as por outras. Seu professor vai registrar na lousa a soluo da classe. Se desejar, copie-a.

<191>
6. Em dupla, reescrevam numa folha este trecho da fbula "O vento e o Sol". 
<R->

O vento e o Sol 

  O vento e o Sol comearam a discutir para saber qual dos dois era mais forte da viram um viajante andando pela estrada a combinaram que aquele que conseguisse fazer o homem tirar o casaco seria considerado o mais forte dos dois. Da o vento comeou: a deu um sopro to forte que a quase arrebentou as costuras do casaco.
  
  Comparem a organizao de vocs com o texto original. Verifiquem, com seu professor, se a soluo encontrada tambm  adequada. Anote o resultado do trabalho de vocs.

<R+>
7. Agora, reescreva, sozinho, o final da fbula "O vento e o Sol". 
<R->

  A o viajante agarrou o casaco com as duas mos e a segurou to firme que no adiantou nada a o vento continuou soprando at se cansar.  Da ento chegou a vez do Sol da primeiro ele afastou as nuvens das redondezas, da apontou seus raios mais ardentes para a cabea do viajante da em pouco tempo, frouxo de calor, o homem arrancou o casaco e a correu para a primeira sombra que avistou.
  Moral: *Mais pode a persuaso que a fora*.

<R+>
*Fbulas de Esopo*. Compilao: Russel Ash e Bernard Higton; traduo: Helosa John. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1994. Texto adaptado para fins didticos.
<R->
 
  Compare a sua organizao com o texto original. Verifique, com seu professor, se a sua soluo tambm  adequada. 

<192>
Leitura 2

<R+>
Toneladas de esforo, poucos gramas no prato

Do dia 8 ao fim desta semana voluntrios tero enviado 353 t de comida para o Serto, mas a fome continuar crnica
<R->

<R+>
_`[{foto de um grupo de crianas separando alimentos no perecveis, em caixas_`]
 Legenda: NUMA CRECHE DA LBV, crianas embalam alimentos para os flagelados da seca no Nordeste.

Leonardo Aversa/Agncia O Globo
<R->

Adriana Oliveira

<R+>
  A seca que exps, mais uma vez, a condio de misria de dez milhes de sertanejos -- nmero estimado pela Sudene -- mexeu com a sociedade brasileira.
  Na creche da LBV em Del Castilho, na Zona Norte, animao era o que no faltava na sexta-feira, quando cerca de 50 crianas de 7 e 8 anos, todas moradoras de bairros e favelas das redondezas, se esmeravam para embalar os donativos entregues por voluntrios para o prximo vo na FAB, possivelmente amanh. Os alimentos eram arrumados pelas prprias crianas dentro de caixas com capacidade para 20 quilos, as quais em seguida eram pesadas e etiquetadas por voluntrios adultos.
  O volume obtido at agora, 353 toneladas de alimentos no perecveis -- um cardpio composto de arroz, farinha, fub, feijo, macarro, sal, acar, leite em p e no raramente garrafas de gua mineral --, parece assombroso, e de fato . D para lotar quase 20 avies da FAB de uma s vez. Mas, diante dos dez milhes de bocas que esperam essa comida, as 353 toneladas se reduzem, a rigor, a 35 gramas por pessoa, o equivalente a uma concha de feijo no prato, pouco mais de cem calorias.

*O Globo*. 17/5/1998. 

<193>
Explorao escrita

1. Leia e discuta as questes com seus colegas. Seu professor vai registrar na lousa as respostas da classe. 
<R->
  A reportagem que voc leu est dividida em trs partes:

Manchete -- Subttulo -- Texto
<p>
<R+>
a) A manchete est de acordo com o texto da matria? Justifique a sua resposta. 
 b) Qual  a importncia do subttulo?

2. Escreva o nome da autora da reportagem.

 3. Responda.
 a) Qual foi a contribuio de Leonardo Aversa?
 b) Voc j sabe que, numa reportagem, legenda  a frase que, geralmente, aparece logo abaixo da foto e serve para explicar a cena fotografada. Na sua opinio, ela conseguiu explicar a foto? Justifique a sua resposta.
<R->
<p>
Leitura comparada

  Em relao aos textos "O rei da praa" e "Toneladas de esforo, poucos gramas no prato", responda.
<R+>
a) Quais so as semelhanas em relao ao assunto?
 b) Existe diferena na linguagem dos textos? Por que isso acontece?
 c) Qual dos textos sensibilizou mais voc? Por qu?

<194>
Produo

1. Observe a descrio da foto retirada do jornal *Correio Braziliense*.

_`[{um homem, s de cuecas, entalado pela cintura na grade de uma janela, faz fora para passar _`]
<R->

  Escreva, uma legenda para ela. Depois, seu professor transcrever na lousa a legenda original. Comente com seus colegas se o que voc escreveu  ou no semelhante  verdadeira.

<R+>
2. Leia a reportagem e responda, oralmente, s questes do seu professor.

Ladro fica entalado de cueca em janela de casa na 703 Sul
<R->

Luiz Roberto Fernandes
 Da equipe do Correio

  A primeira reao foi de espanto.  Depois, Eduardo, 24 anos, no se conteve: riu bastante. Estava rindo at a tarde de ontem, em companhia dos familiares. Afinal, no  todo dia que se encontra um ladro, s de cuecas, entalado na janela da sala de casa.
  Quando souberam da histria, os sisudos policiais da #,a Delegacia de Polcia (Asa Sul) tambm riram. Os presos da delegacia no deixaram barato. Acharam graa e 
<195>
fizeram pilhrias. S quem no estava rindo era M. A. R. S., 20 anos, pouco  vontade no papel de alvo de tantas cmeras e microfones de televiso e jornais.
  Ele foi protagonista de uma tentativa de furto na madrugada da sexta-feira, que acabou resultando em uma histria hilariante. M. A. queria levar objetos da casa de Eduardo, no Conjunto K da 703 Sul.
  Para isso, pulou um muro de mais de dois metros de altura. Pegou dois lenis que estavam pendurados no varal do jardim e os estendeu no cho para colocar o produto do roubo. Depois, percebendo a janela aberta, tirou a roupa -- ficou s de cuecas -- e tentou entrar na casa por um pequeno quadrado de pouco mais de vinte centmetros de largura.
  S passou meio corpo. Quando M. A. tentou passar a cintura, ficou entalado. Preso na grade, ele quis voltar. Se ralou todo, mas no conseguiu. Como no ia para frente nem para trs, o jeito foi relaxar. M. A. passou entalado por nove horas, das 23 h de quinta-feira at as 8 h de ontem, quando foi libertado pelos bombeiros, que serraram as grades que o prendiam.

<R+>
*Correio Braziliense*, 9/5/1998.
<R->
 
  Agora, escreva o que voc entendeu da reportagem. No final, faa o seu comentrio sobre ela.
 
<R+>
3. Escolha uma reportagem de jornal ou revista, cole-a numa folha  parte, registrando o nome do jornal ou da revista e a data de publicao. Escreva com suas palavras o que voc entendeu da notcia. No final, faa o seu comentrio sobre ela. 
  Seu professor vai escolher alguns alunos para contarem qual foi a notcia escolhida e lerem o texto produzido. Exponham os trabalhos no mural da classe.
<R->

<196>
Gramtica

  Dona Carmela varreu as folhas secas do quintal. Aps a varrio, ela amontoou tudo dentro de um saco de juta, amarrou a boca e colocou a maaroca de folhas secas junto ao muro.

  Copie os verbos do texto acima e escreva em que tempo eles esto.
  Reescreva o texto nos tempos presente e futuro.
 
<R+>
2. Leia a lista de verbos abaixo. Escolha cinco deles e elabore frases interessantes.
<R->

<R+>
continuaro -- escondi -- viram
 continuaram -- escreverei -- correram
 subimos -- sairo -- escorreguei
 l -- olharam -- assistiro
<R->

<197>
<p>
<R+>
3. O texto abaixo foi retirado de um carto-postal e modificado de forma a criar um desafio para voc. Leia-o.
<R->

<R+>
Salvador, 18 de julho de 2001.
<R->

 Carolina
  Uma semana nessa cidade maravilhosa. Que paraso! J visitarei o Pelourinho e a Igreja do Senhor do Bonfim. Conheo algumas praias e todas me deixaro impressionada. So lindas!
  Experimento o acaraj. Gostarei! Estou to metida... desde que cheguei, s tomarei gua de coco.
  Logo estava de volta.

 Um beijo
 Sofia

Carolina Telles
 Rua Bem-te-vi, 35
 So Sebastio -- SP
 CEP 06007-010

  Comente com seus colegas o que est estranho no texto. Depois, reescreva-o de forma que a mensagem tenha sentido.

*Dicas de leitura*

<R+>
 *A turminha do Beira-Rio*
 Marina Almeida C. de Camargo -- Edies Paulinas
  *Comear tudo de novo*
 Fanny Abramovich -- Editora Global
<R->

<198>
Ortografia

<R+>
1. Copie as palavras abaixo e escreva outras palavras da mesma famlia que tenham *j* ou *g*. Observe os exemplos: 

gelo -- gelado 
 majestade -- majestoso

 a) gesso	
 b) rejeitar
 c) imagem	
 d) injeo
 e) gemer	
 f) jejum
 g) agitar	
 h) nojo
 i) magia
 j) sujo

  Agora, responda.
 a) Voc completaria a palavra ...igantesco com a letra *g* ou *j*? Por qu?
 b) E a palavra ...eitoso, voc completaria com *g* ou *j*? Por qu?

2. Copie as frases substituindo as lacunas pelo diminutivo das palavras sublinhadas.
 a) Cortei a *franja* da ngela e a ..... do beb.
 b) A *loja* de sapatos fica perto da ..... de frutas.
 c) Voc disse que o seu p no est *sujo*, mas est bem .....
 d) Este *queijo* est muito bom, mas o .....-de-minas est melhor.
<p>
 e) A *bandeja* maior  para os copos e a ....., para as xcaras.
 f) Quero um *beijo*. S um ....., vai...
<R->

               oooooooooooo

<199>
<p>
Unidade 12

Antes da leitura

  Segredo  aquilo que a gente conta pra uma pessoa s de cada vez.

<R+>
Ziraldo. *O pensamento vivo do Menino Maluquinho*. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997.
<R->

  Responda oralmente.
<R+>
 a) Voc concorda com essa afirmao? Justifique a sua resposta.
 b) Voc sabe guardar segredo? Por qu?
 c) A quem voc confiaria um segredo? Por qu?
 d) O ttulo do texto que voc vai ler  "No conta pra ningum". 
<R->
  Do que voc acha que pode tratar uma histria com esse ttulo? 

<200>
<p>
Leitura 1

No conta pra ningum

  Alice ficou vermelha como um tomate. Sem-gracssima. Cochichou no ouvido de Zuzu. S contava se ela prometesse guardar segredo. Era superultra-importante. Ningum mais poderia saber. Ningum mesmo. Bico calado at ela resolver o que fazer. Estava na maior dvida. No sabia se topava, ou no. Precisava pensar melhor. Logo. Depressinha. Estava espantada. Zuzu jurou que no contaria pra ningum. Nunca, nunquinha. Um raio poderia cair na sua cabea se passasse adiante. Palavra de honra. Alice contou tudinho.
  Zuzu ouviu e ouviu. Perguntava e mais perguntava. Queria detalhes. Quando soube de tudo muito direitissimamente, deu uma beijoca na Alice. A saiu correndo. Chamou Bia de lado. Fez ela prometer que no contaria nem pra me, muito menos pras amigas. Bia fez cara sria. Nem precisava pedir. Com ela, prometido era prometido.
  Zuzu fez o maior suspense. De repente, comeou a falar. Superbaixinho. Bia no ouviu direito. Pediu pra repetir. Zuzu suspirou fundo e repetiu mais baixo ainda. Bia fez fora pra escutar, pra no perder nenhuma palavra. Disse que no acreditava. Pediu pra Zuzu contar de novo. Zuzu despejou tudo de uma vez. Bia abriu a boca espantada. Perguntou trs vezes se era verdade mesmo. Zuzu lembrou-a da promessa de no contar pra mais ningum. Bia fez cara de ofendida. Nem precisava repetir. 
<201>
  Bia foi pra casa. Abriu a porta e deu de cara com a irm, a Veroca. Pensou duas vezes. Irm no era me, nem amiga. Pra ela podia contar. Estava louca pra dizer o que sabia. Chamou num canto e disparou a falao. 
 Veroca arregalou os olhos. No entendeu direito. Pediu explicaes. Sem parar. Uma chateao. Bia bufava com a criancice da irm. Repetiu fazendo o maior teatro. Tintim por tintim. Aumentando a histria. Quando acabou, fez a irm jurar que dali no passaria. Segredo secretssimo. De garotas grandes com outras experincias na vida. Confiava nela. Veroca prometeu com todas as palavras importantes que conhecia.
  Veroca foi brincar com as vizinhas. Quando deu uma paradeza, chamou Cacau de lado. Disse que trocaria o ltimo gibi de Cacau por um segredo das meninas grandes. Coisa que s ela sabia. Estourava de orgulho. A irm  quem tinha contado. Cacau topou o negcio. Veroca despejou tudo num flego s. Cacau disse que achou meio besta e que no entendeu por que tanto segredo por uma bobagem daquelas. No queria mais dar o gibi. Veroca fechou a cara. Negcio era negcio. Dar o gibi e no contar pra mais ningum. Queria o que tinham combinado. Cacau entregou. Na maior m vontade do mundo. Fechou a cara. Foi embora emburrada.
  No caminho de casa, Cacau se lembrou da Tas. Ela ia adorar aquela novidade. Ficar por dentro do que quase ningum sabia. Bateu  porta e esperou Tas aparecer. De nariz bem empinado, disse que sabia dum segredo superincrvel. Tas ficou ouriadssima. Queria ouvir tudo. Tudinho. Cacau mandou ver. Tas nem piscava. Superinteressada. Cacau se sentiu o mximo, uma estrela da televiso informando uma notcia extra. Jogou os cabelos pra frente e pra trs, como fazia a moa do comercial de xampu na televiso. Brbara!
<202>
  Tas entrou e telefonou pra Dad. Discou os nmeros com o corao batendo acelerado. Quando Dad atendeu, nem enrolou o papo. Foi direto pro segredo. Dad perguntou como  que ela sabia. Tas disse que isso no poderia contar. Dad insistiu. Tas, firmona, no deu bandeira. Palavra era palavra. S estava contando porque ela era sua melhor amiga. Merecia estar por dentro do tititi. Era o assunto do dia.
  Dad saiu correndo pra casa da Snia, que bocejou e quase dormiu, ouvindo a histria cheia de tralals. Achou chatssimo. Snia s acordou mesmo quando telefonou pra Edi e bem depressinha contou a novidade. Adorava fofoca. Edi no se segurou e, na desabalada, foi cochichar com a Rose. Rose tocou a campainha de Fati e despejou. Fati esbarrou com Paula no corredor e mandou ver. Maior futrico. Falando no ouvido e bem baixinho. Sempre segredando. Sempre jurando no passar adiante.
  Na manh seguinte, Alice estava comendo seu lanche. Na maior dificuldade. A cada mordidela no sanduche, chegava uma garota dando os parabns. At as meninas pequenas e as de outras classes. Alice ia ficando cada vez mais vermelha. Vermelhssima. E furiosa. Quase estourou de tanta raiva engolida.
  Alice s se perguntava como  que todo o mundo j sabia que Nando pediu pra namorar com ela. E ela ainda nem tinha dado a resposta...
  	
<R+>
Fanny Abramovich. *Segredos secretos*. So Paulo, Atual, 1997.
<R->
 
Fanny Abramovich

  Fanny Abramovich nasceu e cresceu em So Paulo. Seu primeiro emprego foi aos 14 anos. Educadora apaixonada, comeou dando aulas para crianas, jovens, adultos e idosos. Adorava! Depois escreveu para vrios jornais e revistas, fazendo crticas de livros.
  Hoje, dedica-se somente  literatura infantil. Entre os diversos livros que publicou, esto: *Quem manda em mim sou eu*; *Que raio de professora sou eu?*; *Espelho, espelho meu*; *Comear tudo de novo*; *Sai pra l dedo duro*.

<203>
Explorao Oral

<R+>
1 O que voc achou da histria? Por qu?
 2 Quem  a personagem principal da histria?
 3 O que voc achou do comportamento das personagens? Por qu?
 4 Troque idias com seus colegas e fale qual pargrafo do texto est relacionado com o provrbio: 
  Quem conta um conto, aumenta um ponto.
 5 Se voc tivesse um segredo parecido com o de Alice, confiaria cont-lo para algum? Quem?
<R->
<p>
Explorao escrita

<R+>
 1. Relacione o ttulo com o texto.
 2. Copie o nome das meninas na ordem em que o segredo foi repassado.
 Veroca -- Rose -- Bia
 Snia -- Alice -- Zuzu
 Fati -- Paula -- Dda
 Tas -- Cacau -- Edi

<204>
3. Responda.
 a) Na sua opinio, o que levou Alice a contar o seu segredo para Zuzu? 
 b) Na sua opinio,  sempre grave trair a confiana de um amigo?

4. Leia a frase abaixo. Nela, a autora do texto inventou uma palavra. Copie-a.
<R->

  "Quando [Zuzu] soube de tudo muito direitissimamente, deu uma beijoca na Alice."

  Que impresso causa o uso dessa palavra?

5. Leia o trecho e responda.

  "Zuzu despejou tudo de uma vez. Bia abriu a boca espantada. Perguntou trs vezes se era verdade mesmo. Zuzu lembrou-*a* da promessa de no contar pra mais ningum."

  A quem se refere a palavra destacada?

<R+>
6. Leia algumas frases que a autora usou para dizer que o segredo estava sendo repassado.
<R->

  "Alice *contou tudinho*." 
  "Zuzu *despejou tudo de uma vez*."
  "Bia [...] *disparou a falao*."
  "Veroca *despejou tudo num flego s*."
  "Cacau *mandou ver*."
  "[Tas] *Foi direto pro segredo*."
  "Snia [...] *contou a novidade*."
  "Edi [...] *foi cochichar com a Rose*."

<205>
  Responda.
  Qual foi a inteno da autora ao escrever diferentes frases numa linguagem informal, para dizer a mesma coisa?

A palavra e o contexto

  Agora, copie quatro palavras ou expresses escritas numa linguagem informal que do mais graa e humor ao texto.
  Seu professor vai anotar na lousa as palavras ou expresses que voc e seus colegas copiaram do texto.
  Discutam o significado dessas palavras ou expresses. Registre-as.
<p>
Vamos recordar

<R+>
1. Reescreva as frases abaixo substituindo as palavras sublinhadas pelo que elas querem dizer.
 a) "Precisava pensar melhor. Logo. *Depressinha*."
 b) "Nunca, *nunquinha*."
 c) "Queria ouvir tudo. *Tudinho*."
<R->

  Que impresso causa o emprego dessas palavras?

2. Leia.

  "A cada *mordidela* no sanduche, chegava uma garota dando os parabns."

  Responda.
  O que quer dizer a palavra destacada na frase?

<206>
<R+>
3.Leia a frase abaixo e copie a palavra destacada.
<R->

  "Quando soube de tudo muito direitissimamente, deu uma *beijoca* na Alice."

  Que outro diminutivo poderia substituir a palavra destacada? Reescreva a frase empregando-o.

<R+>
4. Pesquise e escreva a que substantivos se referem as palavras abaixo. Observe o exemplo:
 a)  ruela -- rua
 b) riacho
 c) gotcula
 d) velhota
 e)  chuvisco
 f)  pequenino
 g)  barbicha
 h)  soneca
 i)  namorico
 j)  folheto
 l)  lugarejo
 m)  bandeirola
<p>
*Dicas de leitura*

 *Emoes, sentimentos e descobertas*
  Edson Gabriel Garcia -- Edies Loyola
  *Caderno de segredos*
  Elza Beatriz -- Editora FTD
  *Corao conta diferente*
  Lino de Albergaria -- Editora Scipione
<R->

<207>
Produo

<R+>
1. Voc deve ter notado que o texto "No conta pra ningum" no tem dilogo.
  Releia-o e troque idias com seus colegas sobre o que voc acha que as personagens poderiam ter dito umas para as outras no repasse do segredo de Alice.
<p>
 2. Leia o dilogo de Alice e Zuzu e de Zuzu e Bia que ns imaginamos.
<R->
  
    Alice chegou com uma novidade.
  -- Zuzu, quero lhe contar uma coisa...
  -- Fala, fala logo. O que ?
  -- S vou contar se voc jurar de p junto que no vai contar pra ningum.
  -- No conto pra ningum. Juro. Nunca, nunquinha. Quero que um raio caia na minha cabea se eu falar pra algum. Palavra de honra!
  -- Voc no sabe da maior: o Nando me pediu pra namorar.
  -- O qu?! O Nando? Aquele gatinho? Quando foi isso?
  -- Foi ontem, na sada da escola.
  --  mesmo? Como  que foi? Conta logo!
  -- Ele falou que gosta de mim h um tempo.
  -- E o que voc disse?
  -- Que ia pensar.
  Zuzu ouviu tudo e foi correndo contar para Bia.
  -- Bia, voc no sabe da maior. 
  -- O qu?
  -- S falo se prometer que no vai contar pra ningum.
  -- At parece que voc no me conhece...
<208>
  --  porque  um segredo muito importante.
  -- Vai. Fala de uma vez.
  -- O Nando da nossa sala est querendo namorar Alice.
  -- O qu? No entendi nada. 
  -- O Nando pediu pra Alice namorar com ele. 
  -- H! Voc jura?  verdade? Verdade mesmo?
  -- . Mas olha l, hem! No vai dar com a lngua nos dentes.  segredo.
  
<R+>
3. Agora,  a sua vez e a de seus colegas de continuarem recontando a histria, com dilogos. No final, alguns alunos faro a dramatizao da histria criada pela classe.
  Para a atividade de criao dos dilogos, seu professor vai dividir a sala em nove grupos. Cada grupo representar uma dupla de personagens da histria, assim:

Bia e Veroca -- Veroca e Cacau -- Cacau e Tas   
 Tas e Dad -- Dad e Snia -- Snia e Edi   
 Edi e Rose -- Rose e Fati -- Fati e Paula  
<R->
  	
  Observe que, para dar seqncia  histria, ser necessrio escrever tambm a fala do narrador.
  Os textos produzidos, inicialmente no rascunho, devero ser passados a limpo por um dos integrantes de cada grupo, observando se criaram dilogos a partir dos relatos contidos no texto, e se usaram a pontuao correta para indicar a fala das personagens e dar a entonao adequada.
  Os grupos devero colar a sua produo numa folha de papel pardo, na ordem do texto, formando a histria. 
  Seu professor vai escolher um lugar para expor o trabalho.

<209>
Gramtica

<R+>
1. Uma palavrinha de Fanny Abramovich, autora do livro *Segredos secretos*. Leia.
<R->

  -- Todos tm seus segredos. Escondidinhos l dentro. Pra no contar pra ningum. Pra guardar por um tempo da vida. Pra lembrar de vez em quando e sentir uma baita saudade. Pra sentir baixinho.
  Secretssimos...
  
  A autora usou o adjetivo *secreto* no *grau superlativo*. Se ela, em vez de ter escrito *secretssimos*, tivesse usado as palavras *muito secretos*, teria passado a mesma emoo?

2. Leia a piadinha.

  Corina, uma moa simples, empregou-se na casa de seu Artur, um senhor muito amvel.
  Ao voltar do trabalho, seu Artur encontrou Corina chateadssima. Preocupado, perguntou-lhe:
  -- O que houve, Corina?
  -- Imagine o senhor que, quando fui passar seu terno novo, queimei o fundo da cala, fazendo um buraco.
  Seu Artur, aliviadssimo, falou:
  -- No tem importncia. Por sorte, tenho uma outra cala desse terno.
  -- Eu sei. E me foi muito til, pois com ela pude remendar o buraco que eu fiz.

  Retire da piadinha os adjetivos que esto no grau superlativo e responda:
<210>
  Com que inteno essas palavras foram usadas no texto?

<R+>
3. Descubra o segredo e escreva as duplas de palavras.
<R->
 a) agradvel -- .....		
 b) ..... -- ferocssimo
 c) pobre --	.....		
 d) ..... -- caladssimo		
 e) calmo -- .....		
 f)  ..... -- macrrimo	
 g) belo -- .....		
 h) inteligente -- .....		
 i) ..... -- quentssimo	
 j) ..... -- simpaticssimo		
 l) ..... -- amicssimo		
 m) difcil -- .....		
 n) ..... -- velocssimo		
 o) pequeno -- ..... 	
 p) ..... -- altssimo	

  Compare o seu trabalho com o de dois colegas e corrija-o, se for necessrio.

<R+>
4. Copie cada frase substituindo as lacunas por palavras que tenham o mesmo significado da que est entre parnteses. Observe o exemplo.
<R->

  Artur  *muito amigo* de meu pai. (amicssimo)

<R+>
 a) Hoje voc est ..... (agitadssimo)  
 b) ngela  ..... Como faz caridade! (bonssima) 
 c) Achei ..... andar de patinete. (faclimo) 
 d) Laura est ..... Passou no vestibular. (felicssima) 
 e) Esta poltrona  ..... Experimente! (confortabilssima) 
<R->

<211>
<p>
A questo 

  O que voc faria nestas situaes?

Quadro 1

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  1 O que voc faz quando um _
l  amigo lhe conta um segredo?  _
l  A -- No conta para        _
l  ningum.                     _
l  B -- Conta somente para uma_
l  pessoa muito ntima.         _
l  C -- Conta para todo mundo._
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<p>
Quadro 2

<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  2 Voc est fazendo uma    _
l  prova e um colega pede       _
l  cola. Voc:                 _
l  A -- No passa de jeito    _
l  nenhum. Nem se mexe.        _
l  B -- Tenta passar a        _
l  resposta com muito cuidado.  _
l  C -- Deixa de fazer a sua  _
l  prova para ajud-lo.	       _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<p>
Quadro 3

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  3 No recreio, seu melhor    _
l  amigo no quer saber de       _
l  voc e s fica conversando    _
l  com os outros. Voc:         _
l  A -- No liga e acaba       _
l  brincando com outros          _
l  colegas.                      _
l  B -- Fica chateado e passa  _
l  o recreio sem brincar.        _
l  C -- Vai tirar satisfao   _
l  com ele.	                    _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Copie de cada quadro a frase que representa a sua opo e justifique a sua escolha usando pelo menos dois argumentos.
  Empregue as palavras *porque, alm disso e portanto*.
  Seu professor vai pedir a alguns alunos que leiam as opes feitas e as suas justificativas.

<212>
<p>
Leitura 2

Segredo   

Andorinha no fio
 escutou um segredo.
 Foi  torre da Igreja,
 cochichou com o sino.

E o sino bem alto
 delm-dem
 delm-dem
 delm-dem
 delm-dem!

 Toda a cidade
 ficou sabendo.

<R+>
Henriqueta Lisboa. *Poesia fora da estante*. Porto Alegre, Projeto, 1996.
<R->

Explorao oral

<R+>
1 Que tipo de texto  esse? 
 2 Como voc descobriu? 
 3 Quantas estrofes tem o poema? 
<p>
 4 Voc j sabe que cada conjunto de linhas de um poema chama-se *estrofe* e que cada linha de um poema chama-se *verso*. Quantos versos tem o poema? 
<R->

<213>
Leitura comparada

  Em relao aos textos "No conta pra ningum" e "Segredo", escreva:
<R+>
 a) a semelhana em relao ao assunto.
 b) a diferena em relao  forma.
<R->

Ortografia

 1. Copie as frases e responda.
<R+>
 A -- Eles *acordaram* cedo e *saram* para trabalhar.
 B -- Os nadadores *treinaro* pela manh e *competiro*  tarde.
<p>
 a) Os verbos destacados na frase A referem-se a aes j praticadas ou no? E na frase B? 
 b) Em que tempo esto flexionados os verbos da frase A? E na frase B?
<R->

2. Leia.

  As crianas *comeram* os bombons.
  As crianas *comero* os bombons.

  Troque idias com seus colegas e descubra trs diferenas existentes entre as palavras destacadas.
  Agora, copie a regra relacionada com a diferena que existe no modo como estas palavras so escritas, substituindo as lacunas pelos tempos verbais adequados.

  Verbos terminados em r + am referem-se a aes no tempo ..... E os verbos terminados em r + o referem-se a aes no tempo .....
<L>
<214>
<R+>
3. Copie as frases substituindo as lacunas pelos verbos em destaque.

_`[{um menino e uma menina com meias #:d e sapatos fechados_`]

a) sair
  Por volta de 1950, as crianas ..... para passear vestidas assim.
  Como ser que as crianas ..... vestidas em 2050?
 b) divertir
  Tambm por volta de 1950, as crianas se ..... livremente.
  Ser que no no futuro elas se ..... com a mesma liberdade?
 c) estudar
  At pouco tempo atrs, os alunos ..... usando apenas um livro e um caderno.
  Em breve, os alunos ..... usando cada vez mais o computador e outras tecnologias.
<R->

<215>
<p>
Leitura 3

<R+>
_`[{um cartaz mostra um menino sorridente, a etiqueta: Malwee o algodo longa vida e a frase: Malwee gostosa como um abrao. Ao lado do menino em tamanho menor, aparecem o mesmo garoto e uma menina caminhando abraados sob um guarda-chuva; acima, com letra cursiva em tinta, l-se: Ser que estou ficando adolescente? O que era aquilo que eu senti quando ela me *abraou* e a gente caminhou juntinho? Ser que ela notou minha malha nova? Ser que ela sabe que a gente t namorando?_`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<216>
Explorao escrita

 Responda.
<R+>
 a) Que tipo de texto  esse? Como voc descobriu?
 b) E a que pblico ele se direciona? Como voc descobriu isso?
 c) Por que foi usada letra cursiva no texto em tinta?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 d) Por que a palavra *abraou* aparece destacada e indicando uma cena?
 e) E qual foi o motivo do abrao?
 f) Com que intenes foi usada a imagem maior do menino?
 g) Por que a marca da malha foi associada a um abrao?
 h) Na sua opinio, a menina sabe que eles esto namorando? Justifique a sua resposta.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo
     
Fim da Obra